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quinta-feira, 25 de maio, 2017
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Eduardo Souto de Moura: “A arquitetura não é um ato platônico do objeto”

O arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura encerrou, esta quarta-feira, o Ciclo de Aulas Abertas da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto com uma conferência sobre "Escalas".

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O arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura encerrou, esta quarta-feira, o Ciclo de Aulas Abertas da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto com uma conferência sobre “Escalas”.

Eduardo Souto Moura deu uma aula-aberta, esta quarta-feira, na FAUP. FOTO: CLARA PIMENTA DO VALE

Ao fundo do corredor já se ouvia um burburinho. Eram 16h30 e dezenas de pés inquietos faziam fila à porta do Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). O motivo era simples: o arquiteto Eduardo Souto de Moura ia falar aos alunos de Mestrado e a interessados em arquitetura, no âmbito do Ciclo de Aulas Abertas “Mapas e Diálogos na Arquitetura Contemporânea”.

O programa promovido pela FAUP tem entrada livre e é coordenado pelos professores Luís Viegas e Rui Américo Cardoso. O tema da conferência era “Escalas” e encerrava o ciclo, que teve início no dia 1 de fevereiro de 2017 e acabou no dia 3 de maio.

Pouco antes de começar, Beatriz Lopes e Rita Almeida, ambas estudantes do 1º ano de mestrado, admitiram que a sua principal influência é o arquiteto Siza Vieira, mas foram assistir à aula pela experiência de ouvir Souto de Moura ao vivo e aprender um pouco. Para além disso, admiram o trabalho que classificam como uma referência: “A arquitetura dele é a arquitetura que temos de aprender”.

Eduardo Souto Moura é arquiteto e licenciou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto. No início da sua carreira profissional, colaborou com o também arquiteto Siza Vieira. Mais tarde, criou o seu próprio atelier.

Recebeu um dos prémios mais conceituados de arquitetura, o Pritzker, em 2011. Uma das suas obras mais conhecidas é o Estádio Municipal de Braga, a “Pedreira”.

Lecionou na FAUP e em algumas universidades estrangeiras como a Faculdade de Arquitectura de Paris-Belleville e a Escola de Arquitetura de Harvard.

A porta do auditório abriu-se e começou a corrida desenfreada pela conquista de um lugar. Rapidamente o espaço encheu-se e a atmosfera era de um nervosismo expectante. Às 16h40 o projetor acendeu-se e a sessão começou.

Souto de Moura começou por dizer que “quem acertar a escala é um bom arquiteto, quem não acertar não é”. A partir daí, apresentou algumas das obras que projetou e concebeu, nomeadamente, a reconstrução do antigo Mosteiro Cisterciense de Santa Maria do Bouro que transformou num hotel, o Mercado de Braga, o Convento das Bernardas, a Herdade do Barrocal e o Museu de Santo Tirso.

Explicou os materiais usados, problemas no decorrer das obras e outros aspetos arquitetónicos relevantes, intercalados com diversas referências a Siza Vieira. Pelo meio, foi dando alguns ensinamentos aos jovens e aspirantes da área. “A arquitetura não é um ato platônico do objeto”, frisou.

Eduardo Souto de Moura estabeleceu com a plateia uma interação dinâmica, salpicada de humor e de analogias cómicas. A conferência terminou às 18h00 com uma grande salva de palmas para o professor da FAUP.

Artigo editado por Filipa Silva

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