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Assim como um bom produto não se vende sem uma boa oferta, um bom projeto não se vende sem uma boa apresentação. A apresentação das ideias do projeto, colocadas de forma coerente e convincente pode ser um ponto crucial para se alcançar o objetivo esperado. Isso se faz necessário em vários momentos e áreas de atuação dentro do que diz respeito à Arquitetura e Urbanismo.

O desenho é a forma de transmissão da informação, é nele que estão todos os dados relativos aos projetos para que possam ser perfeitamente compreendidos e executados. Vitruvio já considerava o valor das representações gráficas para o projeto na formação do arquiteto.

A partir dos anos 80 surge o sistema CAD (Computer Aided Design), ou Projeto/Desenho Assistido por Computador, ao mesmo tempo em que o microcomputador começa a ser comercializado em larga escala, popularizando-se como alternativa para as pranchetas de representação gráfica em arquitetura e urbanismo. Inicialmente restringiam-se ao 2D, executando a mesma função dos desenhos feitos à mão só que de maneira mais veloz. Posteriormente avançaram no campo do 3D, explorando novas interpretações e estudos que transformaram o uso da tecnologia nos processos de projeto arquitetônico. Na década de 90 surge o sistema BIM (Building Information Modeling) que traz os conceitos de parametria, ampliando as possibilidades no campo da experimentação tridimensional, apesar de ser um sistema pouco utilizado pela maioria dos escritórios ainda nos dias de hoje.

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O desenho é uma forma natural de comunicação do ser humano, assim como a fala e a escrita, e, portanto, permite-nos transmitir e registrar nossas ideias. Em se tratando dos arquitetos, o desenho é primordial pois é através dele que expressamos (ou seja, comunicamos e transmitimos aos outros) nossos raciocínios e concepções, desde as etapas iniciais e intermediárias, como os croquis de estudos, até as etapas finais, com os traços bem definidos dos desenhos técnicos para os canteiros de obras.

Diferentes meios são utilizados para representar objetos e espaços, somados aos principais instrumentos como o lápis e o papel, o uso de maquetes e as fotografias, a evolução tecnológica alcançou também a produção arquitetônica, introduzindo novas formas de comunicação no que diz respeito aos projetos, como imagens fotorrealistas, modelos tridimensionais virtuais e até multimídia interativa em tempo real.

Essa mudança na produção se reflete também no ensino da arquitetura. As universidades e instituições de ensino ainda debatem sobre as consequências, a curto e a longo prazo, do uso dessas novas tecnologias diretamente aplicadas.

Independentemente do debate gerado pelo uso das novas tecnologias nos processos de projeto, é fato que o mercado de trabalho demanda uma mão-de-obra cada vez mais qualificada nesse quesito. As apresentações são cada vez mais completas, os modelos tridimensionais cada vez mais realistas. Os projetos de interiores apresentam modelagens dos mobiliários inseridos nos projetos, apresentações dos modelos em tempo real e imagens 360º tem ganhado muito espaço atualmente, isso sem falar nas apresentações de realidade virtual e realidade aumentada.

TUDO COMEÇA NO DESENHO TÉCNICO

Tudo começa aqui, nos diversos elementos que constituem a informação a ser apresentada, como paredes, pisos, esquadrias, entre outros detalhes construtivos. Portanto consistência, homogeneidade e diferenciação de espessuras facilitam a compreensão e leitura do projeto, assim como notas e demais textos objetivos, pertinentes e elucidativos.

Um bom desenho técnico é apresentado com pranchas padronizadas de acordo com as normas e com todas as informações necessárias para compreensão. São úteis e essenciais para a execução das obras, mas o contratante não costuma entendê-los, mas sim gostar de imagens bonitas e apresentações didáticas.

Tendo isso em mente, vamos listar aqui algumas etapas de concepção e execução projetuais indispensáveis para se obter um bom resultado final de apresentação de projeto que contenha a modelagem eletrônica.

01 – MODELAGEM

O processo de modelagem serve para transformar o desenho 2D em 3D, para que seja possível olhar em diferentes perspectivas para o projeto e entender os espaços de maneira mais próxima à nossa realidade. Além disso, as aberturas permitem expressar como e onde haverá incidência de iluminação, por exemplo.

A modelagem 3D serve como matéria prima para criação do modelo objeto de estudos, da maquete eletrônica final, bem como de diagramas explicativos. É importante se utilizar dessas ferramentas para que o cliente entenda os espaços e as propostas de projeto de maneira menos técnica.

02 – TEXTURIZAÇÃO

A texturização é importante para representar qual tipo de material será utilizado em cada parte do espaço. É aplicando texturas nos polígonos 3D que demonstramos uma parede de concreto, um revestimento, um piso, entre outros. É dessa forma que o cliente entende de maneira mais específica a “cara” de cada espaço, começando a visualizar o conjunto da obra. A texturização também é utilizada para criar água, grama e materiais externos, por exemplo.

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03 – MOBILIÁRIO

Aplicar os móveis é importante para que os espaços façam sentido com relação ao seu uso, e para que o cliente entenda o clima de cada área com relação ao design de interiores, além de auxiliar no entendimento das dimensões do espaço com relação à escala. Por isso é importante usar o mobiliário em seu tamanho real!

04 – ILUMINAÇÃO | RENDERIZAÇÃO

Com a maquete eletrônica 3D é possível explicar a espacialidade e aspectos estéticos como iluminação, efeitos dos materiais, paisagismo, mobiliário, cheios, vazios, etc. É uma etapa importante, tanto para o cliente quanto para o Arquiteto. Algumas incompatibilidades podem ser vistas nessa etapa, bem como algumas vistas específicas e privilegiadas, além de outras qualidades.

Como você quer representar sua imagem? Em uma cena diurna ou noturna? Quer representar a incidência solar entrando nos cômodos ou gerando algum tipo de sombra específica? Como a iluminação artificial estará funcionando? Tudo isso diz respeito à qualidade final da imagem. Uma imagem bem iluminada fica mais bonita e permite que todos os detalhes do ambiente sejam vistos!

05 – PÓS-PRODUÇÃO

A pós-produção diz respeito ao processo de humanizar e valorizar as imagens, fazendo com que elas alcancem um resultado mais interessante e artístico.

O render é uma etapa demorada e a pós-produção pode corrigir alguns erros na imagem, controlar questões relacionadas ao balanço de cores, contraste e brilho, além de nos permitir trabalhar no ambiente, fundo, céu, efeitos de iluminação, escala humana, sombras e etc.

Com a pós-produção é possível deixar a imagem mais bonita e artística, humanizar, colocar a imagem no terreno existente e possibilitar um maior apelo emocional. Grande parte da beleza e particularidade de cada imagem vem da pós-produção, pois é possível criar uma gama de efeitos e trabalhar de maneira artística e pessoal.

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06 – DIAGRAMA EXPLICATIVO

O diagrama explicativo permite explicar questões específicas sem necessitar de muita informação em texto. Funciona quase que como um infográfico, onde os aspectos visuais (que prendem mais atenção do que o texto) explicam por si só o que está sendo proposto.

O desenho em vetor nos permite uma relação direta de controle sobre o que é desenhado, seja isso o contorno, o preenchimento, a transparência e/ou os efeitos. É um método bom para se fazer edições e notas em mapas e diagramas explicativos. O interessante é transformar o objeto modelado em 3D em um arquivo de vetor e poder ter controle sobre todos os polígonos em 2D.

07 – DIAGRAMAÇÃO

Após criar todo o material, incluindo as plantas, elevações, maquetes eletrônicas e diagramas, precisaremos juntar tudo em uma única apresentação. É aí que entra a parte de diagramação de prancha. O material final precisa estar organizado, didático e bonito para prender a atenção e expressar as informações necessárias da melhor maneira possível e com informações que possam ser lidas (dependendo do tipo de apresentação) de uma determinada distância visual.

Errar na diagramação pode fazer com que o material criado como perspectivas, plantas humanizadas, cortes e diagramas não chamem a atenção do cliente. Um material desorganizado não prende a leitura por tornar esse entendimento difícil. É importantíssimo se atentar em questões de contraste, tamanho das fontes e escalas gráficas.

O cliente final, qualquer que seja, precisa entender e gostar da proposta, e uma apresentação bem feita ajuda nos dois aspectos. O principal ponto nisso tudo é que, além dos critérios lógicos, nós tomamos grande parte de nossas decisões por fatores emocionais. Por isso é interessante juntar a didática com a beleza das imagens. A apresentação pode ser a chave para o sucesso profissional.

Se interessou pelo tema e quer saber mais sobre os processos para uma boa apresentação?

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